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Miller Duarte, Estudante de Direito
Miller Duarte
Comentário · há 12 dias
Do jeito que a educação anda (ou melhor, não anda), fatos como esse se tornarão cada vez mais comuns. No tempo de aula que um professor, por exemplo, explica 2 dos 7 princípios introdutórios específicos da sua disciplina, eu consigo estudar e assimilar todos os 7 e ainda avançar para os próximos tópicos, dependendo da matéria. Em outros cursos esse fenômeno pode ser ainda mais exagerado. Um aluno especialmente dedicado pode absorver o conteúdo de cinco anos de direito em dois, se tiver acesso aos materiais de estudo, à internet, à grade curricular, ao tempo que gastaria indo às aulas (20 horas por semana em média) e um especialista para ajudá-lo eventualmente, e ainda tendo uma inteligência não mais que mediana. Infelizmente, com um modelo educacional anacrônico como o nosso, e com o avanço pantagruélico da tecnologia e o acesso à informação, a figura do professor vai desaparecer, de pouco em pouco, até que exista apenas no papel, sendo mantido apenas para satisfação legal. O mercado vai se encarregar disso, não há dúvidas. Vai chegar um dia em que duas pessoas com o mesmo conhecimento serão comparadas e a única diferença será o diploma, que uma tem e a outra não. Vamos ter a primeira rachadura no Sistema, e após isso a pressão só vai aumentar, e eventualmente vai ceder, porque o Capitalismo (e é isso que eu gosto no capitalismo) não vê letra, não vê raça, não vê cor, nem sexo. O Capitalismo só vê lucro, e o que gera lucro é conhecimento, não diploma. E visto que conhecimento agora pode ser adquirido em qualquer lugar, a única coisa que resta é a adaptação da juventude, que vai lentamente percebendo que a antiga necessidade de frequentar uma escola ou uma faculdade para adquirir conhecimento não mais existe, que é apenas um muro fantasma que causa seus efeitos por pura força de tradição. Vai haver resistência, claro, a parcela mais velha da sociedade vai erigir montanhas de regulamentações e leis e decretos, vamos ter uma guerra intelectual em que os tradicionais tentarão provar o quão "superior" é o seu conhecimento pois ele vem acoplado à um diploma institucional, "dá mais segurança!" dirão uns, "é algo legítimo e de qualidade controlada!" dirão outros. Mas o Capitalismo... O Capitalismo não vê letra, não vê raça, não vê cor, nem sexo.
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